ABCD de como destruir uma relação de equipe.

Tava vendo uma postagem sobre parcerias e equipes se separando e algumas palavras, ou pelo menos palavras parecidas me chamaram atenção.

Os fins de projetos, de equipes e de relações por assim dizer são cheias de julgamentos e de pensamentos do que as outras pessoas poderiam ter feito. Depois de um tempo a gente passa a ter espaço para pensar no que a gente mesmo poderia ter feito. Nenhuma relação precisa durar pra sempre, nem exatamente ser infinita enquanto dure… como diz o poeta.

Não importa se estamos falando de empresas, parcerias ou relacionamentos onde a base deveria ser o amor… estes quatro itens me parecem valer de forma completa.

Se você se percebe em alguns destes buracos ou percebe relações com essas características… revise os seus limites.

Autovitimismo: a pessoa está sempre no prejuízo. Quando alguém traz um exemplo de dificuldade, a pessoa consegue estar pior. As frases costumam estar cheias de “sempre” e “nunca”. Normalmente as frases levam para extremos e impedem qualquer tentativa de escuta com a pessoa que trouxe a sua dificuldade. O foco acaba indo para tentar de algum modo neutralizar a pessoa que puxa a totalidade da atenção para longe de quem trouxe sua dificuldade inicialmente.

Burocracia: você deve conhecer pessoas que querem tudo pro agora, mas na hora que você tenta pedir algo “pro agora”, fazem questão de criar problemas e voltas. Não se pediu do jeito certo, não se pediu no momento certo. O que vale para a pessoa, não vale para você. Chega um ponto que literalmente se cansa de tentar e o pior acontece, pois você não conta mais com a pessoa e resolve os problemas sem esperar algum apoio ou ajuda.

Críticas: tem uma frase clássica, onde quem não ajuda também não atrapalha, mas no caso essa não funciona aqui. Tem gente que não quer resolver problema, só quer reclamar. Sempre tem uma crítica quando vai falar de outras pessoas, e uma dúzia de perguntas quando vai “falar” sobre si mesmo. Eu gosto muito de um discurso, que ficou conhecido como “The Man in the Arena”, de Theodore Roosevelt, feito lá em 1910, que se fosse resumir seria algo do tipo, “se você faz você pode falar, senão mantenha o silêncio e fique assistindo quem está no jogo de verdade“. Deixo a parte famosa, que aparece em livros de Brené Brown e outros escritos que falam sobre o fazer e sobre o se responsabilizar. Texto retirado da tradução da wikipedia. 🙂

Não é o crítico que importa; não aquele homem que aponta como o homem forte fraqueja, ou onde aqueles que realizaram algo poderiam tê-lo feito melhor. O crédito pertence ao homem que encontra-se na arena, cuja face está manchada de poeira, suor e sangue; aquele que esforça-se bravamente; que erra, que se depara com um revés após o outro, pois não há esforço sem erros e falhas; aquele que esforça-se para lograr suas ações, que conhece grande entusiasmo, grandes devoções, que se entrega à uma causa nobre; que, no melhor dos casos, conhece no fim o triunfo da realização grandiosa, e quem, que no pior dos casos, se falhar, ao menos falha ousando grandemente, para que seu lugar jamais seja com aquelas frias e tímidas almas que não conhecem vitória ou fracasso.

Discurso Citizenship in a Republic (The Man in the Arena) por Theodore Roosevelt (wikipedia)

Desprezo: criticar e desprezar podem ser coisas parecidas, mas o desprezo vai além do falar sobre… existe uma necessidade de menosprezar, desmerecer, desvalorizar. Lembro de muitas situações onde meu esforço além de não ser reconhecido, era jogado para um lugar de desmerecimento. E não que eu precise ser reconhecido (mentira, todos precisamos de alguma forma 😛) a todo momento, mas quando o feedback que se tem é um f**eback, aí fu***. Tem gente que vai querer “jogar” na cara destas pessoas quando tiver sucesso, outras vão simplesmente se afastar. Tem gente que vai querer fazer esse desprezo virar vingança, que não é a melhor sensação para se ter rodando em uma equipe. Outro problema é que quando o afastamento significar ruptura, talvez o impacto neste ambiente seja impossível de recuperar. Quando falamos de equipes, as pessoas que podem resolver se afastar são as melhores e não quem estava causando o problema. Logo, o problema vai aumentar.

Resumindo?

Valorize quem está com você no jogo, quem está na arena com você. E lembre sempre, se vai falar, é porque você está atuando, está fazendo, está assumindo responsabilidade.

— Daniel Wildt

Extra: Priorize o que fará diferença na sua passagem.

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Publicado por dwildt

Empreendedor / Desenvolvedor de Software / Mentor / Agilista / Escritor.

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