Ser humano é individualista e independente ou “individalista”? Dívida ou abundância? Que tal ir adiante, na interdependência?

Tava escrevendo hoje no papel e queria escrever individualista. Para falar como muitas pessoas “acham” que vivem uma vida independente, mas não se ligam que precisam de outras pessoas para poder operar e ter algum tipo de prosperidade.

E aí saiu a palavra “individalista“, que nem é uma palavra existente na nossa língua, mas que fiquei pensando que sem o “u” de único, acaba por criar uma palavra que dá para brincar bastante. Olha só.

Na minha visão existem dois tipos de pessoas:

As que ajudam e pagam adiante

No sentido do pay it forward. Se eu te ajudei, não espero retorno. Espero que você ajude outras pessoas que venham a precisar do mesmo tipo de conhecimento ou recurso. E não necessariamente apenas eu.

Esse jeito de funcionar dá um senso de abundância e também um senso de presença. A rede criada aqui vai se fortalecendo pela conectividade forte dela, de atividades e ações de cooperação e crescimento, com todos nós acreditando em uma visão de ecossistema. Em uma visão onde TEM para todo mundo.

A visão aqui é de interdependência. Não preciso de você, mas sei que a minha ação e atuação pode ser mais forte com a sua presença. A relação aqui pode se distanciar, por causa de projetos e outras ações, mas ela não perde força. Ela sempre de algum modo está aproximando, pela força de conexão criadas a partir da nossa conexão. São relações normalmente Eu-Tu.

As que possuem muitos e pequenos endividamentos.

Peguei uma grana aqui de uma pessoa, um favor da outra, um livro de uma terceira. Assim que der, pago, tudo. Esse comportamento vai se formando e especializando.

Quando uma rede destas se forma, o ser “individalista” vai fechando portas e janelas da rede, pois já pediu alguma coisa para a pessoa, e agora está devendo. Fica sem “cara” de pedir novamente. Não tem exatamente vergonha e pouco se arrepende.

E neste momento a rede se expande também, já que a pessoa vai precisar achar outras pessoas, mas é uma rede com um ponto centralizado, uma rede onde todos nós tem uma relação de dívida com o centro.

Por vezes essa pessoa precisa seguir mantendo uma relação com a dívida, e aí vai usar diversas estratégias, incluindo capital social e selfies para dizer como aquela pessoa é incrível, a fim de minimizar que no final do dia o que realmente seria necessário é devolver algo que foi retirado além do esperado.

E aí, como faz para operar na abundância?

O modelo pay it forward é acessível para qualquer pessoa. Ele só tem uma questão: demanda prática.

Você vai precisar operar de forma mais presente e real com as pessoas que atua, vai precisar escutar, ter abertura. Vai precisar se abrir um pouco mais do que normalmente se abre, e jogar no mundo real. E entender que esta rede de apoio pode ser ativada sem medo.

— Daniel Wildt

Acompanhe minha jornada de conteúdo, participando das entregas do projeto de crowdfunding “A filosofia da tranquilidade”, lá no apoia.se/dwildt.

Publicado por dwildt

Empreendedor / Desenvolvedor de Software / Mentor / Agilista / Escritor.

One thought on “Ser humano é individualista e independente ou “individalista”? Dívida ou abundância? Que tal ir adiante, na interdependência?

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