Interdependente. Ou a importância do “nós”.

Tem muita coisa que eu faço que só depende de mim e precisa atender somente a mim. Esta escrita aqui por exemplo, é um caso. Eu escrevo para praticar e deixo pro mundo, para o caso de ressoar para alguém. Não tenho uma necessidade de conexão ou que você goste do que eu escrevo. Nem eu preciso gostar exatamente, mas é o que deu pro dia. 🙂

Agora… em muitos casos, na grande maioria das situações da minha vida, eu preciso de pessoas e pessoas precisam de mim para que certas coisas aconteçam.
Exemplo, este blog funcionar, o domínio ser encontrado, eu poder ter luz e computador para escrever, ler livros, falar e conviver com pessoas que me inspiram, projetos diversos para fazer coisas acontecerem… e assim temos a interdependência!

As melhores relações são as que se colocam como ganha ganha, onde se inclui e se beneficia todas pessoas envolvidas com o processo.

Não é muito comum a presença do ganha ganha quando o jogo é de Ego. Quando a pessoa capricha naquele story para mostrar que está fazendo algo, quase que respondendo na indireta para outras pessoas. Tem gente que faz coisas para mostrar pros outros que consegue fazer. Pra se provar. Tem um lance de vingança, normalmente contra moinhos de vento. Normalmente a frustração e a sensação de incapacidade aparece bastante aqui, pois as pessoas se compararam com o infinito, com uma projeção. Longe da realidade.

Nem é tão visível o ganha ganha, quando um conjunto pequeno de pessoas vão ganhar muito e muitas pessoas ganham pouco. A fala de pertencimento não é suficiente quando existe uma distância entre o valor percebido. Eu ganho mas não ganho de verdade? Ganho experiência? Ganho a oportunidade de falar que ajudei a construir algo? Como é isso?

E muitas relações da nossa vida podem ser vistas assim. E como eu fico quando não sou reconhecido em uma relação que não se coloca como ganha ganha, quando a presença de Ego e de pessoas que querem se mostrar superiores se sobressai? Com raiva. Frustrado, mas me lembro que o jogo da vida é mental.

Eu venho aprendendo cada vez mais a entender o meu caminho, e considerar as histórias de outras pessoas como exemplos e possibilidades de modelagem, de aprendizagem. Não como necessidade de copiar ou de “parecer” com elas. É bem mais fácil dar o próximo passo a partir do que sei e de quem eu sou hoje.

E também tenho me preocupado em modelar projetos onde o ganho e perda está no modelo ganha ganha e perde perde. Isso não significa valores e dedicação iguais para todo mundo. Cada grupo de pessoas, cada projeto vai determinar como este jogo vai funcionar, mas ele é construído e verificado de tempos em tempos. Não é imposto.

Procuro relações de interdependência. E não consigo mais me sentir convidado para construir relações de dependência. O poder pode ser diferente.

— Daniel Wildt

Se você quer acompanhar minha jornada de conteúdo, participa do projeto de crowdfunding “A filosofia da tranquilidade”, lá no apoia.se/dwildt.

Publicado por dwildt

Empreendedor / Desenvolvedor de Software / Mentor / Agilista / Escritor.

3 opiniões sobre “Interdependente. Ou a importância do “nós”.

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