Precisamos de dados ou datas?

Projetos evoluem baseados em dados e/ou datas. O que você precisa?

Alguns podem ter misturas. Um projeto para olimpíadas, precisa muito de datas. Um projeto para aumentar a adesão de clientes em 22.1%, precisa de dados. Talvez seja fácil causar o aumento, talvez demore muito. Melhoria em muitos casos é um processo, não um evento. Ainda mais em projetos complexos.

Quando pensamos em um roadmap você pode pensar da mesma forma. Muitas equipes pensam em trimestres e usam toda sua experiência acumulada para fazer um “Coeficiente Hipotético Universal Teoricamente Embasado“. Um CHUTE, como diz meu amigo Emerson Schenatto. Ou montam roadmaps baseados em PDCA, que significa “Promete e Depois Corre Atrás“, como vi em um vídeo da BossTech certa vez.

Dá para fazer diferente! Ainda bem né…

O fato é que faria muito mais sentido que roadmaps fossem baseados em objetivos de negócio. Isso pode ser traduzido em posicionamento, em novas funcionalidades, em novas estruturas. Se transforma em como se pode atingir estes objetivos. No fim, tudo isso vai pro cálculo para entender se foi suficiente ou não. Com isso se aprende, se evolui, e novo planejamento!

Outro formato é simplesmente estimar pedaços de sistemas e adicionar alguma suposição (dados :P) para indicar motivo e pressionar equipes em relação a datas e prazos. Se estivermos falando de projetos de poucas semanas, não seria um grande problema. O problema é que já participei de projetos onde uma funcionalidade tinha mais de 250 horas de trabalho e projetos estimados com mais de 2000 horas. Todos estimados “corretamente”, claro. Com uma pequena margem de erro.

Nem deu pra notar que eu sou mais conectado com o formato de dados do que datas, mas isso é apenas a minha opinião. 🙂

Na real, minha base de funcionamento é baseado em progresso. E se existir uma data, ok, mas que seja possível fazer escolhas sobre o que precisa ser feito. Seria o negociável do modelo INVEST de William Wake (essa eu aprendi em 2003).

Em 2020 refiz uma palestra chamada meu querido roadmap. Na época que montei o mapa mental (2017-2018) tinha assistido um vídeo do Kobe Bryant sobre “querido basquete“, e fiz uma brincadeira. Ela ia muito neste formato de objetivos, saber para quem fazemos, o que fazemos e as motivações. Se fosse fazer um resumo hype, seria dizer que roadmaps podem ser baseados em features ou em OKRs. 🙂

O modo como você vai organizar suas entregas são diversas. Trimestres com releases mensais ou quinzenais, blocos de seis semanas, não importa muito. O que importa é que valor é gerado depois destes ciclos de trabalho.

— Daniel Wildt

Essa ideia de texto veio depois de ler um comentário sobre flexibilização ou não no Reino Unido, trazendo o princípio “data not dates“. Datas também funcionariam para ajudar neste tipo de projeto, no que diz respeito a prevenção e enquanto não se possui dados suficientes ou métricas que indiquem maior segurança.

Se você quer acompanhar minha jornada de conteúdo, participa do projeto de crowdfunding “A filosofia da tranquilidade”, lá no apoia.se/dwildt.

Publicado por dwildt

Empreendedor / Desenvolvedor de Software / Mentor / Agilista / Escritor.

One thought on “Precisamos de dados ou datas?

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