Contratar pessoas prontas? Pessoas são descartáveis?

Estava refletindo sobre a relação de contratação de pessoas e pessoas escolhendo empresas. O que chama atenção? O que faz uma pessoa ficar em uma empresa? O que faz uma pessoa buscar novos projetos?

Como você pensa contratação de pessoas? Como você pensa movimentação de pessoas ganhando novas habilidades na sua empresa?

Como você pensa viver um mercado que parece estar cheio de oportunidades e não se responsabiliza pela formação de novas pessoas?

Contrate devagar, demita rápido. É uma frase comum de se ouvir, mas na prática quem já teve que desligar alguém sabe como este processo é complexo e dolorido.

Quanto custa repor uma pessoa? Quanto custa preparar alguém para o pensamento de responsabilidade existente na sua empresa?

Desligar alguém dentro do contexto de contrato de experiência pode ser ainda mais frustrante. E demitir rápido pode parecer prático, mas é preciso entender porque você fez uma contratação “errada”. Como podemos considerar tranquilo fazer alguém trocar de empresa para trabalhar na sua, e depois de 60-90 dias decidir que a contratação não foi interessante?

Neste contexto que vejo empresas por vezes vendendo uma resiliência de Rocky Balboa, falando sobre o contratar devagar e demitir rápido, quando na verdade elas deveriam se vulnerabilizar, e pedir desculpas por desviar uma pessoa do seu crescimento profissional. Vulnerabilizar e se responsabilizar. O que se faz para melhorar este ciclo?

Penso aqui falando no mundo da tecnologia. Um mundo em geral privilegiado, onde pessoas tem a oportunidade de trocar de empresa com certa facilidade e se reposicionar. Isso daria o direito de empresas descartarem pessoas? Ou se permitirem não escutar pessoas, pela abundância de oportunidades? Ou atuar pelo poder, querendo silenciar pessoas?

E aqui não funciona o employer branding… não tem espaço. Você não consegue parecer ser uma empresa que escuta. Existem lugares, e existem lugares que escutam.

Como garantir que uma pessoa sendo contratada está contribuindo com a cultura da empresa? Aqui não falo em se “encaixar“, porque preciso que a pessoa seja quem ela é. Uma pessoa nova na equipe permite expandir a cultura, crescer, aprender. A pessoa que entra deve se sentir pertencente ao sistema existente.

O que muda no jogo e vai mudar cada vez mais é se você faz parte de uma empresa com consciência, que quer pessoas pensantes. Empresas que geram impacto positivo para quem trabalha com elas, para quem elas atendem e para a comunidade que estão inseridas.

Pessoas não são descartáveis.
Pessoas devem pertencer.
Empresas precisam pertencer também.

— Daniel Wildt

Extra: no projeto mais.dev, já fizemos conversas sobre processos seletivos, sobre contratação de pessoas técnicas (tech recruiting), e outra conversa sobre como podemos escolher empresas para atuar.

Publicado por dwildt

Empreendedor / Desenvolvedor de Software / Mentor / Agilista / Escritor.

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